PREFEITO JOÃO HENRIQUE DEVE TER O APOIO OFICIAL DOS PARTIDOS DEMOCRATAS E REPUBLICANOS

10 10 2008

Os últimos detalhes do apoio oficial do Democratas (DEM) e do Partido dos Republicanos (PR) a favor do candidato João Henrique (PMDB) foram acertados durante o dia de ontem entre lideranças dos dois partidos tanto na capital baiana quanto em Brasília. Em contato com o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, o apresentador Raimundo Varela (PRB) selou acordo em prol da reeleição do prefeito. Por tabela, integrantes históricos do PT, como Crispiniano Daltro, decidiram por abandonar a legenda e marchar com o PMDB no novo embate. Vale ressaltar que a debandada também se estendeu para o PSDB, onde vereadores eleitos e não eleitos já migraram em defesa do atual inquilino do Palácio Thomé de Souza. É provável que toda a cúpula do PMDB esteja presente hoje, no comunicado oficial do DEM, na sede do partido, logo mais às 11h.
  Declarações do próprio presidente estadual do Democratas, o ex-governador Paulo Souto, já davam conta de que um possível alinhamento com o PT seria difícil. “A maneira como o partido usou a máquina estadual e a mídia para intimidar aliados e adversários macula a imagem do PT junto à opinião pública”, disse referindo-se ao presidente da sigla na Bahia, Jonas Paulo, que teria ameaçado o PMDB de retaliação caso recebesse apoio do DEM do deputado ACM Neto. Em entrevista à Tribuna, ainda durante a campanha, ele havia afirmado que o Democratas apoiaria qualquer partido no segundo turno, menos o PT.
  O destino do DEM no segundo turno levou até o Palácio do Planalto a enviar nos últimos dias emissários para sondar o parlamentar baiano sobre o que fará em Salvador. No entanto, a avaliação no DEM é que, se permanecesse neutro, como seria de interesse do governador Jaques Wagner, Neto estaria beneficiando o candidato Walter Pinheiro, do PT. Quanto ao PR, segundo o deputado estadual Maurício Trindade (PR), que já havia tomado a decisão individualmente, mas preferia não falar pelo partido, a legenda decidiu por deixar o senador César Borges, conduzir a negociação. “Mas a conversa com o PT foi muito difícil”, destacou. Quanto à Varela que almoçou com ele ontem, “meu sentimento é que ele deverá ficar como todo grupo ao lado do PMDB”, deixou escapar nas entrelinhas.
  Crispiniano Daltro, que está se desfiliando do PT, por sua vez, afirmou que sua decisão se deu por inúmeros motivos, entre eles a falta de espaço e apoio dentro da própria legenda. “Criei a Guarda Municipal e fui afastado a pedido do PT, através do então secretário de governo do município, meu companheiro Gilmar Santiago e só agora a traição veio à tona. Por isso, a minha desfiliação e apoio ao prefeito que sempre mostrou interesse no meu projeto de Segurança Pública”, enfatizou.


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