Geddel garante que nada abala relação com Wagner

9 09 2008

 

Mesmo a campanha agressiva do prefeito João Henrique (PMDB) contra o petista Walter Pinheiro na televisão não causou qualquer abalo nas relações entre o governador Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima. Quem garante é o próprio Geddel, que revelou ter sido convidado ontem, “às 7 horas da manhã”, para tomar café com Wagner no Palácio de Ondina, onde os dois analisaram as pesquisas sobre as eleições em Salvador e depois rumaram juntos para a solenidade do 7 de Setembro.
  Em tom desabafo, Geddel afirmou: “Para vocês, da imprensa, parece que só eu dando um beijo na boca do governador Jaques Wagner para vocês aceitarem que minhas relações com ele são excelentes”. Ele tinha sido indagado sobre a possível divergência com o governador decorrente do confronto PT-PMDB nas eleições municipais, não só na capital, onde os ânimos estão mais acirrados, como também no interior. O ministro não quis arriscar quantos prefeitos seu partido fará e alegou que política, para ele, “é um processo político, não aritmético”.
  Geddel falou à Tribuna em Lauro de Freitas, onde participou de um ato em apoio à candidatura à prefeitura do deputado Roberto Muniz (PP), que disputa contra a prefeita Moema Gramacho (PT). Ele não quis comentar que posição tomaria caso o segundo turno em Salvador seja entre ACM Neto (DEM) e Walter Pinheiro, por entender que seu candidato, João Henrique, estará na rodada final. Advertido de que a pesquisa do instituto Vox Populi, cujos números foram conhecidos ainda no sábado, mantinha Neto bem à frente e indicava um empate técnico entre João Henrique, Antonio Imbassahy (PSDB) e Pinheiro, Geddel disse que confiava muito mais na pesquisa Datafolha, que saiu ontem e deu o prefeito em segundo lugar, “três pontos à frente do terceiro colocado”.
  Com relação à crítica de Wagner, no horário eleitoral, ao ataque sofrido por Pinheiro no programa de João Henrique, disse que tomaria a mesma atitude se fosse ao contrário, e que não viu nada demais na fala do governador. A afinidade com Wagner continua não tendo fundamento a notícia de que os dois estão em processo de rompimento e que o PMDB marcharia com o DEM de Paulo Souto em 2010.
  “Não há nada disso. Não sou homem de brigar com ninguém em silêncio, reservadamente. Se algum dia eu brigar com quem quer que seja, podem ter certeza de que vocês saberão na hora”, assegurou o ministro. (Por Luis Augusto Gomes)


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