Comentário: Caro Gildásio, equipe infosaj, amigos internautas!

19 08 2008

O posicionamento dos meritíssimos Juiz Eleitoral e  representante do Ministério Público ao colocararem frente-a-frente representantes das Coligações no intuito de chancelarem uma proposta contra a não utilização de bandeiras em caminhadas e concentrações deu-se em razão de uma provocação inicial. Alguém tomou a iniciativa. Ou seja, os magistrados  fizeram  seu papel de mediadores. Por outro lado, se tal proposição foi tomada sob a justificativa de que, na eleição passada, aconteceram  atos de violência, convenhamos, foi um tanto exagerada, mesmo porque, se houveram, foram fatos isolados e sem proporções maiores.

Além de cerceadora, restritiva, tira da caminhada eleitoral, o brilhantismo, a manifestação de nossa gente. Todos sabemos que, infelizmente, a massificação tem contribuído de forma relevante para a erradicação paulatina de nossas manifestações culturais (falamos daquelas que emergem das camadas populares e que, há gerações vem, à duras penas,  sobrevivendo). E a terra do Padre Mateus, é uma das poucas na Bahia que ainda mantém visitas domicilares às vésperas dos pleitos (sabemos que a tendência é que acabem, mesmo porque a cidade cresce, tendendo que os encontros sejam setoriais) e seu povo ainda conserva aquela questão de “olhar nos olhos” de seus futuros representantes, estendendo as mãos, dando seu abraço, enfeitando suas casas.

Na contra-mão desse sentimento da população estamos, mais uma vez, fadados ao amordaçamento  ideológico, não pela falta de bandeiras, evidentemente,  mas, também,  pelo engessamento de uma legislação eleitoral que, volátil, mutável, escorregadia, tira do eleitor a capacidade de escolher bem seus representantes, seja pela famigerados cálculos de quoeficientes eleitorais, seja intempestividade de decisões, sempre às vésperas dos pleitos, deixando partidos, candidatos e eleitores em polvorosa, a exemplo do que aconteceu na última eleição em que os partidos se prepararam para (no nosso município), lançarem 28 candidatos a vereadores, tendo que reduzir esse número para 15 e, numa coligação, apenas 20, ou seja, mais do que cercear direitos, aspirações, submeter à guilhotina, tantos e tantos nomes ávidos a trabalharem pelo progresso do município.

Entendemos que as medidas adotadas para controle de gastos, veiculação de propaganda foram importantes para que houvesse um nivelamento entre os candidatos, evitando abuso do poder econômico, assim como a preservação do meio ambiente (proibição de carros de som em determinados locais), por outro lado, procedimentos menores, inibem as manifestações de nossa gente. “Dêem-me  um copo de suco de maracujá”, como diria nosso amigo radialista Álvaro Martins. Atribuir à violência a retirada de bandeiras é desmerecer a pujança de nossa força policial. É sabido que as coligações comunicam,  de forma preventiva, à Policia Militar, o calendário de eventos,  justamente para que abusos não aconteçam.

Alguns desconhecidos, outros sem serviços prestados; grande parte sem força logística operacional; alguns com maior poder econômico para veicular propaganda  e com tentáculos em áreas importantes; outros “capengando”, sem grandes perspectivas, mas, enfim, todos estão exercendo seu direito de cidadania: retrato de nossos candidatos.  O processo, infelizmente, não é igualitário.  Resta aos mesmos, na verdade,  “corpo-a-corpo” para transmitirem suas propostas. Convenhamos, não é fácil. É preciso muito poder de persuasão. Irão encontrar pela frente eleitores descontentes, outros descrentes, alheios. Poderão encontrar, também, os imediatistas, os mercenários bem como, felizmente, aqueles que, de fato, serão receptivos à idéias e que querem o progresso de nosso município. 

Por conta disso, conclamamos aos eleitores que escolham os melhores nomes. A responsabilidade é muito grande, afinal, está em jogo, o futuro de nossa gente. Precisamos de representantes, no executivo e legislativo, que tenham capacidade não apenas de gerir, de legislar mas, sobretudo, de estarem  em sintonia com os anseios da população e, mais que isso, que pautem suas atuações em projetos tangíveis, a curto e médio prazos. A população é sábia. Se ela já experimentou, em casos isolados, mesmo a título de protesto, de forma sarcástica (“rasgando” a própria carne). Ela, hoje, pensa diferente, afinal, está em jogo a saúde (nosso maior desafio), a educação (nossa grande meta), a segurança (nosso grande anseio), o esporte, a cultura, o lazer, a diminuição das desigualdades sociais.

ANTONIO SOUZA MASCARENHAS
Membro do Conselho Estadual das Cidades
Membro da Federação Estadual das Associações


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One response

26 08 2008
Gregório de Matos

Foi a melhor decisão tomada, pois o uso das bandeiras só servia para uma compra desfarçada de votos utilizada por candidatos à vereador, principalmente os que possuem mais dinheiro para ficarem contratando temporáriamente 500 a 1000 pessoas em troca de voto.
Concordo com a proíbiçã do uso de bandeiras sim, pois inibe a safadesa de alguns candidatos.

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