Geddel indica Benito para direção da Sudene

5 08 2008

Enquanto o PT baiano insiste em brigar pela não concessão da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos partidos da base aliada, em especial ao PMDB – pelo menos três representações já foram entregues pelo partido ao Tribunal Regional Eleitoral neste sentido, até mesmo contra o prefeito João Henrique -, é certo que a legenda, leia-se o ministro Geddel Vieira Lima, que já tem como aliadas 117 das 417 prefeituras da Bahia, ganha cada vez mais prestígio com o chefe político do PT e por tabela no estado. Ontem mais uma indicação do ministro foi aceita pelo presidente. Desta vez, trata-se da nomeação do ex-deputado e ex-secretário Benito Gama (PTB) para ocupar a diretoria Administrativa e Financeira da Sudene, onde já havia emplacado o superintendente, o também baiano Paulo Fontana.
  Ainda, desde que Geddel assumiu o comando do ministério da Integração Nacional, em março de 2007, dos R$ 83.323.433,92 já repassados, por meio de convênios federais, R$ 62.667.371,76 foram destinados a administrações do partido. Prefeitos do PMDB receberam 75,2% do total dos recursos liberados aos cofres municipais do Estado. Vale ressaltar que das 83 prefeituras contempladas, 55 são comandadas por peemedebistas.
  Enquanto isso, quanto à sucessão municipal, em resposta ao PT baiano, Geddel não hesita em discursar que “está apaixonado pelo homem (Lula)”. Segundo ele, seis ministros do PMDB e mais os do PP, PDT e PTB vão gravar para o prefeito João Henrique (PMDB), candidato à reeleição. “Tenho certeza que o candidato do coração do homem é o João Henrique”.
  Questionado se declarações do tipo não causariam problemas para o presidente, cujo partido tem candidato próprio, Geddel afirmou que não vê constrangimento nenhum para Lula, afinal adversário dele é adversário do presidente Lula. “E meus adversários são Antonio Imbassahy e ACM Neto. Quero derrotá-los para fortalecer o presidente”, destacou.
  Sobre as críticas referentes à destinação de verbas do ministério para João Henrique e demais prefeitos do PMDB, Geddel foi muito mais além. “Não tenho medo de críticas. O apoio popular é fruto do que a gente faz, e tenho trazido muitas obras do Ministério da Integração para a Bahia. Estou agindo como embaixador da Bahia. No entanto, posso assegurar que não houve nenhum tipo de privilégio aos meus correligionários. A concentração de repasses se deu por escassez de projetos apresentados por outras legendas, principalmente as da oposição”, concluiu, alfinetando ACM Neto.
  “Quando digo que estou agindo como embaixador da Bahia, não significa que estou disputando o posto de novo rei da Bahia com ACM Neto. Essa história de rei é com o Grampo Neto. Eu sou um pobre marquês, apenas querendo ajudar o nosso estado. Grampo Neto é que tem essa coisa de disputar dinastia”, concluiu.
  O PT, por sua vez, através da coordenação de campanha do candidato Walter Pinheiro, mais uma vez reiterou que embora a Justiça tenha permitido o uso da imagem de Lula ao prefeito em materiais impressos, a briga continua. “A imagem de Lula foi construída coletivamente ao longo dos anos pelo PT”, ratificou Edson Miranda, coordenador de campanha de Pinheiro. (Por Fernanda Chagas)

  


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