EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO POBRE VALE MAIS QUE BANQUEIRO

31 10 2008

A eleição para prefeito de Santo Antonio de Jesus, dividiu o município entre ricos e pobres. “A verdade nua e crua” é que os pobres nunca estiveram no projeto político da elite brasileira. “Em época eleitoral, pobre vale mais do que banqueiro. Mas, depois das eleições, o pobre não é convidado nem para tomar um cafezinho”.

Certa vez o presidente Lula também rebateu as acusações da oposição de que queria dividir o país entre ricos e pobres. “Não quero dividir coisa nenhuma. Eu já nasci pobre”, disse Lula, arrancando aplausos de centenas de militantes. “Se dependesse de mim, a gente não tinha pobres e ricos, só ricos”. Pena que o Partido dos Trabalhadores não trouxe Lula a Santo Antonio de Jesus, e os aliados tiveram que se contentar com a presença de Wagner, em uma visita relâmpago. O resultado vocês já sabem…

(Por Gildásio Cavalcante)





FALECEU O PREFEITO REELEITO DA CIDADE DE NAZARÉ DAS FARINHAS

29 10 2008

Faleceu nesta quarta-feira, 29, por volta de 1 hora da manhã o Prefeito da cidade de Nazaré das Farinhas, o medico Clóvis Figueiredo, que se encontrava internado na UTI do Hospital Espanhol em Salvador.

O sepultamento está marcado para hoje quarta-feira, 29, por volta das 16 horas, no cemitério local do município de Nazaré.

O prefeito Clóvis foi reeleito e iria exercer o seu terceiro mandato, a partir de 01 de janeiro de 2009.





João comunica vitória ao presidente Lula

27 10 2008

O prefeito reeleito João Henrique (PMDB), após as confirmações das urnas, teve como primeiro ato político, em telefonema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja imagem, o PT baiano durante toda campanha tentou monopolizar –, a reafirmação da parceria da prefeitura de Salvador com o governo federal. Lula, além de parabenizá-lo, segundo ele, teria reforçado o compromisso de continuar ajudando a cidade. “Amanhã, inclusive, estaremos juntos em reunião da IX Cimeira Brasil-Portugal aqui na capital baiana”, comemorou.
  Entretanto, o mesmo sentimento não foi destacado quanto à manutenção da relação, diga-se de passagem, bastante estremecida durante o embate, com o governo estadual, leia-se o governador Jaques Wagner. O peemede-bista evitou falar sobre o assunto durante toda coletiva de imprensa e chegou a “chutar a bola” para o seu grande colaborador nesta disputa, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. “As relações com os governos estadual e federal têm sido tratadas mais com o ministro Geddel”, esquivou-se.
  Questionado ainda se haveria possibilidade de o PT fazer parte do seu novo mandato, o prefeito de forma enfática respondeu que essa será uma gestão muito bem administrada, onde a meta é transformá-la numa chefia de excelência, a começar pela melhoria da arrecadação da cidade. “E posso assegurar que no PMDB pude encontrar quadros técnicos de excelência”.
  Quanto ao apoio recebido pelo DEM e sobre a possibilidade de recompensá-lo com alguma secretaria, o prefeito destacou que “a adesão, que o adversário tentou levar para o seu lado, mas não conseguiu, por ter sido fechada conosco em cima de programas e propostas, sem dúvida, foi de extrema importância. Ou seja, um compromisso programático, onde a troca de cargos ficou de fora, como o próprio deputado federal ACM Neto fez questão de reiterar”, disse, aproveitando o gancho para ressaltar que uma possível reforma no seu secretariado não está em seus planos neste momento.





Governador vai reavaliar aliança com o PMDB

27 10 2008

 

   O governador Jaques Wagner disse que vai reavaliar a aliança do seu governo com o PMDB. A declaração foi dada ontem à noite no Palácio de Ondina durante a coletiva que o petista concedeu à imprensa logo após a confirmação do resultado da eleição do segundo turno de Salvador, quando o seu candidato Walter Pinheiro (PT) saiu derrotado da disputa com o prefeito João Henrique (PMDB). “Quero parabenizar o prefeito João Henrique pela vitória, que conseguiu fazer com que o povo achasse que ele era o melhor”, disse o governador.
  Wagner apareceu sorridente, procurando demonstrar tranqüilidade para a imprensa. “Ganhar ou perder faz parte do jogo. Por isso, vou continuar como antes. Eu fiz uma opção por Pinheiro, mas o povo escolheu João Henrique. Não tenho dificuldades de fazer uma opção, até porque o prefeito é de um partido da minha base”, declarou Wagner, procurando amenizar o peso da derrota. “Não acho que fui derrotado. Tenho sugerido que a gente adote a complexidade que está na cabeça do povo. Em 1989, o Dr. Ulisses Guimarães tinha um partido grande nas mãos, mas foi um candidato que não conseguiu passar para o segundo turno. Na minha eleição, em Feira de Santana o prefeito José Ronaldo era bem avaliado, mas nós vencemos lá. Então, não é desta forma cartesiana que se avalia. O recado do povo passa por um conjunto de componentes”, explicou Wagner.
  Sobre o futuro da aliança com o PMDB o governador disse que não guarda rancor, mas vai reavaliar. “Não faço política com o fígado. No segundo turno, o PMDB veio para o ataque e nós tivemos que responder. Acho que os ataques indevidos criaram dificuldades no relacionamento”.O governador foi quase irônico ao fazer os cálculos para mostrar que foram os votos de ACM Neto que fizeram a diferença para João. Segundo ele, a soma dos 31% de João Henrique com os 27% de Neto no primeiro turno resulta exatamente nos 58% computados no segundo turno.

 





Perderam: Walter Pinheiro, Wagner e Lula

27 10 2008

Quando se quer agradar diz-se que não houve derrotados e que o grande vencedor foi o povo, foi a democracia. É impossível, no entanto, se aplicar a expressão às eleições em Salvador. No nosso caso, perderam Walter Pinheiro, Jaques Wagner e Luiz Inácio Lula da Silva. Perderam porque se auto-proclamaram imbatíveis. Subestimaram a capacidade de aglutinação dos adversários e a inteligência do eleitor. Ironicamente, Pinheiro e Wagner defenderam durante boa parte da campanha,no primeiro e no segundo turno, a verticalização do poder,sob o argumento de que o petismo em série – municipal, estadual e federal – facilitaria o entrosamento entre eles e,com isso, os resultados de ações positivas chegariam mais facilmente à sociedade. Ledo engano.
   Por três décadas ou mais experimentamos esse sistema no nosso Estado. Um sistema perverso conhecido profundamente pelos prefeitos que estiveram sob o manto do carlismo. O último deles,o hoje tucano Antonio Imbassahy, sabe bem do que estou falando. Por mais que ele não admita e por mais que não goste quando o assunto vem à tona, Imbassahy era conhecido como um mero secretário a serviço do governador de plantão. A prefeitura se resumia a uma repetição totalmente dependente do Palácio de Ondina. Tanto é assim que a Conder, órgão estadual, funcionava como uma prefeitura paralela, responsável pelas chamadas grandes obras do antecessor de João Henrique.
   Aliás, o atual prefeito teve de andar com as próprias pernas nesses quase quatro anos, já que só recebeu migalhas nos dois primeiros anos de Paulo Souto e em quase dois anos de Wagner.Felizmente teve no governo federal um parceiro mais atuante e voltado às necessidades da capital. João pode não ter trazido para Salvador o que a cidade reclamava, mas tornou a capital autônoma política e administrativamente, sem tutores e sem donatários.   Além de João, consagra-se toda a cúpula do PMDB,em especial Geddel Vieira Lima e o presidente da legenda,Lúcio Vieira Lima, que em nenhum instante tergiversaram ou temeram a derrota. Geddel sai fortalecido e com cacife suficiente para disputar o governo baiano em 2010. Ele consolida sua liderança política no plano local e nacional. Nos momentos mais tensos da campanha, manteve a serenidade, transformou-se em “Geddelzinho paz e amor” Agora pode correr para o abraço. Agora pode beijar Wagner – só não acredito que Wagner deseje o carinho – e quem mais desejar. Quem sabe pode até beijar o presidente Lula.Confirmada a vitória de João, o PT deve repensar os seus métodos, rever seus critérios políticos e mostrar que verdadeiramente está com Salvador não retaliando-a nem ao seu prefeito.
   Assim, quem sabe, pode surgir um novo PT. Um PT sem ranço, sem radicalismos e sem estrelismos.
  





Último debate foi realizado com os candidatos a prefeito em Salvador

25 10 2008

Após o término do último debate antes as eleições de domingo (26), os dois candidatos à prefeitura de Salvador demonstram confiança na vitória nas urnas.

Walter Pinheiro (PT) foi o primeiro candidato a deixar a emissora, por volta das 23h10. Ele avaliou o debate positivamente, dizendo ter saído fortalecido. ‘Esse debate foi excelente, pois tive a possibilidade de mostrar as minhas principais propostas. Salvador quer um prefeito da verdade e de verdade. Eu sou esse prefeito’, disse o petista.

O candidato afirmou que apesar das pesquisas apontarem que ele está em desvantagem, está confiante em sua vitória. ‘Essa é uma chapa que teve a coragem de desafiar a arrogância de quem acha que já venceu. Vamos dar uma resposta igual Wagner deu em 2006’, comentou, lembrando a eleição do governador Jaques Wagner.

João Henrique (PMDB) saiu da emissora às 23h25, afirmando que um prefeito tem que assumir as suas responsabilidades e mandou um recado para a militância do PT: ‘Eu quero fazer um apelo aos correligionários do meu adversário para que façam uma campanha de paz. Algumas pessoas de outras cidades estão vindo para Salvador agredir os meus partidários’, acusou João.

O atual prefeito também falou sobre a reta final da campanha. ‘Vamos fazer visitas em áreas públicas, com objetivo de ampliar a diferença para o meu adversário. Já temos 10 pontos de vantagem para o meu adversário e o objetivo é que nas urnas consigamos chegar a 20 pontos’, concluiu.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 22, mostrou o pmdebista com 50%, enquanto Pinheiro estava com 40%.





“O presidente da câmara deve ter capacidade e honestidade”

23 10 2008

Uberdan Cardoso foi o 6º vereador mais votado nas últimas eleições em Santo Antonio de Jesus, obtendo 1.525 votos. Em entrevista ao PORTAL INFOSAJ, ele declarou que no papel de vereador vai continuar com a mesma postura crítica de alguém que, antes de ser vereador é um homem e cidadão.

Um mandato participativo. É isso que Uberdan Cardoso espera da nova gestão dos vereadores que vão iniciar os mandatos a partir de 1º de janeiro de 2009. O entrevistado alegou que o papel da câmara precisa ser redimensionado e sua imagem, que segundo ele foi denegrida pela má conduta de alguns políticos, precisa ser recuperada.

Quando indagado se é contra ou a favor do aumento do número de cadeiras na câmara o vereador eleito é firme: “Para o universo de quase 100 mil habitantes, 10 vereadores é pouco. Mas temos que parar de mudar as regras do jogo durante o jogo. Sou contra essa mudança após as eleições”, disse Uberdan, que ainda completou sua declaração dizendo que esta é uma medida pra trazer os suplentes que não conseguiram se eleger pelo número de votos.

Quais atributos devem ter o presidente da câmara? Uberdan responde que deve ser alguém capaz de tratar a câmara de forma republicana e competente. Ele diz ainda que qualquer um dos eleitos pode ser o presidente, mesmo sabendo da condição de oposição e minoria dos seus aliados.